A tecnologia SLAM representa uma das mudanças mais significativas no mapeamento tridimensional. Ela se consolidou como uma das grandes ferramentas para quem atua com topografia, engenharia, arquitetura, agrimensura e geotecnologias.
No SLAM, o equipamento calcula sua posição em tempo real enquanto realiza o mapeamento do ambiente, produzindo ao término do levantamento a trajetória percorrida. Este recurso permitiu a execução de levantamentos mais rápidos reduzindo custos. É, portanto, uma solução de valor inquestionável, principalmente em ambientes onde a medição tradicional enfrenta limitações severas.
O SLAM tem sido amplamente adotado nos últimos anos. Suas soluções já são rotina em canteiros de obras, levantamentos de interiores e até em projetos desafiadores, como em minas, túneis e galerias. Essa combinação de agilidade na coleta e precisão na medição está mudando o modo como os especialistas trabalham. Eles agora capturam dados e geram nuvem de pontos, que posteriormente podem ser utilizadas para gerar um BIM, garantindo informações confiáveis com grande economia de tempo.
O que é SLAM e para que serve
SLAM é a sigla para Simultaneous Localization And Mapping. Em português, significa “Localização e Mapeamento Simultâneos”. Em termos simples, é um sistema que consegue juntamente com um LiDAR gerar uma nuvem de pontos 3D de uma área, enquanto calcula, em tempo real, a posição do dispositivo que está realizando a medição.
Importante: o processo funciona sem precisar de sinal GNSS (GPS e similares). Essa é a chave. Por isso, o SLAM se torna ideal para mapear ambientes internos, áreas subterrâneas ou qualquer local que não receba sinal GNSS.
A tecnologia está presente em diversos dispositivos modernos, a exemplo de:
- Drones que precisam se orientar em ambientes fechados;
- Robôs autônomos utilizados em logística ou inspeção industrial;
- Scanners LiDAR portáteis e empregados em levantamentos rápidos.
O SLAM tem um objetivo claro: dar ao equipamento a capacidade de “entender” e se orientar no espaço, permitindo a criação de uma representação tridimensional completa do ambiente à medida que ele se move.
Como funciona o sistema SLAM
Apesar de sua complexidade algorítmica, o funcionamento básico do SLAM pode ser explicado de forma direta. Os equipamentos que usam a tecnologia combinam sensores de medição com algoritmos avançados. A missão é captar e interpretar as características do ambiente.
Os principais sensores que utilizam o SLAM são:
- LiDAR, responsável por medir distâncias com emissão feixes de laser;
- Câmeras RGB ou RGB-D, que registram imagens e profundidade;
- IMU (Unidade de Medição Inercial), que mede aceleração e orientação.
Quando o operador se desloca, o SLAM trabalha continuamente, cruzando as informações capturadas quadro a quadro. Ele calcula trajetória, posição e variação espacial. Simultaneamente à sua localização, esses dados são organizados para gerar uma nuvem de pontos 3D, desde que seja utilizado em conjunto com um LIDAR. Essa nuvem pode ser exportada em várias extensões, de acordo com o software que esteja sendo utilizado.
A pré-visualização do levantamento é contínua e em tempo real. Isso garante o mapeamento instantâneo, o que é um dos maiores diferenciais do SLAM.
Diferença entre SLAM e LiDAR
Apesar de serem frequentemente associados, SLAM e LiDAR não são a mesma coisa:
- LiDAR: É o sensor. Ele emite pulsos de laser para medir distâncias e criar pontos no espaço.
- SLAM: É o sistema computacional. Ele interpreta esses pontos, calcula a trajetória do equipamento e monta a nuvem de pontos 3D.
Em resumo, o LiDAR coleta dados; o SLAM os processa e localiza.
Juntas, essas tecnologias formam uma das soluções de mapeamento móvel mais eficientes. O LiDAR garante a precisão geométrica, e o SLAM assegura a localização contínua, mesmo sem sinal GNSS.
Vantagens do mapeamento com SLAM
A tecnologia SLAM oferece vários benefícios que justificam seu crescimento no mercado de geotecnologia:
- Coleta extremamente rápida: o operador apenas caminha, e o mapeamento é concluído em minutos.
- Mobilidade e autonomia: funciona sem GNSS, permitindo uso em locais fechados, como minas subterrâneas.
- Redução de custos operacionais: menos tempo em campo e menos equipe necessária.
- Precisão: embora seja móvel, alcança a acurácia necessária para muitas aplicações profissionais. Precisão centimétrica.
- Segurança: permite mapear áreas de risco sem que o profissional precise permanecer exposto por longos períodos. Além disso, quando integrado ao uso de drones, o SLAM contribui ainda mais para a segurança operacional, já que o sobrevoo elimina a necessidade de o técnico acessar fisicamente locais perigosos, como encostas instáveis, estruturas comprometidas ou zonas com risco de desabamento.
Essas vantagens fazem do SLAM uma opção estratégica para quem busca eficiência e qualidade.
Principais aplicações do SLAM na topografia e engenharia
O SLAM é versátil, permitindo seu uso em vários segmentos da engenharia e da topografia. As aplicações mais comuns incluem:
- Mapeamento de túneis e minas, onde o GNSS não funciona;
- Nuvem de pontos em ambientes internos, como galpões, fábricas e hospitais;
- Acompanhamento e monitoramento de obras, facilitando comparações rápidas entre projeto e execução;
- Levantamentos urbanos, especialmente em locais de acesso difícil;
- Digitalização de patrimônios históricos e estruturas complexas;
- Mineração, permitindo calcular com precisão o volume de pilhas de minério por meio de nuvens de pontos;
- Arquitetura, agilizando levantamentos para reformas e verificação de conformidade entre o construído e o projeto.
Essa amplitude mostra que o SLAM é uma tecnologia essencial nos projetos modernos de levantamento e auxílio na modelagem 3D.
O futuro do mapeamento móvel
O SLAM continua em evolução acelerada, impulsionado por algoritmos mais inteligentes e novas integrações. As tendências que marcarão os próximos anos são:
- Integração com drones, viabilizando o mapeamento 3D em ambientes internos ou subterrâneos;
- Uso de inteligência artificial para otimizar a filtragem e o alinhamento da nuvem de pontos;
- Automação de processos, com robôs autônomos realizando inspeções contínuas;
- Equipamentos mais leves, rápidos e precisos, tornando o SLAM mais acessível.
Com o desenvolvimento dessas inovações, topógrafos e engenheiros terão acesso a ferramentas mais capazes. Isso facilitará a produção de modelos tridimensionais completos e confiáveis. A CPE Tecnologia acompanha essa evolução de perto. Estamos prontos para auxiliar você na escolha do equipamento SLAM mais adequado, oferecendo suporte técnico, treinamento e consultoria especializada.


