Conhecer as técnicas de posicionamento GNSS é essencial para garantir precisão, produtividade e eficiência em levantamentos de campo.
Entre as principais abordagens utilizadas atualmente estão o RTK via rádio UHF e o RTK via internet (NTRIP). Cada uma possui características operacionais específicas, que impactam diretamente no planejamento e execução do levantamento.
Neste conteúdo, você vai entender:
- Como funciona o posicionamento GNSS RTK
- Diferenças entre RTK UHF e NTRIP
- Vantagens e limitações de cada técnica
- Quando utilizar cada método no campo
- O papel da RBMC e das redes GNSS no Brasil
Técnicas de posicionamento GNSS: como funciona o RTK
Para aplicações de topografia e geodésia, o método mais utilizado é o posicionamento relativo em tempo real (RTK – Real Time Kinematic).
Sua principal vantagem é a obtenção de coordenadas com precisão centimétrica em tempo real, reduzindo significativamente o tempo de coleta em campo.
Na prática, o RTK funciona com dois elementos principais:
- Base GNSS: estação com coordenadas conhecidas
- Rover GNSS: receptor utilizado no levantamento
A base transmite correções diferenciais GNSS para o rover por meio de um link de comunicação, que pode ser:
- Rádio UHF (Ultra High Frequency)
- Internet (protocolo NTRIP)
Essa transmissão contínua é o que permite atingir a alta precisão do RTK.

RTK UHF: como funciona e quando utilizar
Quando a comunicação entre base e rover ocorre via rádio, temos o RTK UHF.
Nesse caso, a base GNSS transmite as correções diretamente por meio de um rádio de frequência UHF, que pode ser interno ou externo ao equipamento.
Principais características:
- Independente de internet
- Comunicação direta entre base e rover
- Operação local
Alcance e limitações
O alcance do RTK UHF está diretamente relacionado a:
- Potência do rádio
- Altura da antena
- Condições do terreno
Na prática, fatores como:
- Relevo acidentado
- Vegetação densa
- Construções
podem reduzir significativamente o alcance e a estabilidade da comunicação.
Quando usar RTK UHF
O RTK UHF é mais indicado em cenários como:
- Áreas sem cobertura de internet
- Regiões remotas ou rurais
- Operações onde há controle total da base
RTK NTRIP: o que é e como funciona na prática
Quando as correções GNSS são transmitidas via internet, utilizamos o RTK NTRIP (Networked Transport of RTCM via Internet Protocol).
Nesse modelo, o rover não recebe dados diretamente de uma base local, mas sim de um servidor de correções GNSS (caster).
Como funciona:
- O rover se conecta à internet (chip ou modem)
- Acessa um servidor NTRIP
- Recebe correções no formato RTCM
- Aplica as correções em tempo real
Esse processo ocorre continuamente, garantindo posicionamento com precisão centimétrica, assim como no RTK tradicional.
Principais vantagens:
- Dispensa base própria em muitos casos
- Maior área de cobertura (dependente da internet)
- Redução de logística em campo
- Equipes mais enxutas
Limitações:
- Dependência de conexão com internet estável
- Qualidade depende da rede de referência utilizada
RTK UHF ou NTRIP: qual escolher?
A escolha entre as técnicas de posicionamento GNSS depende principalmente das condições de campo.
Use RTK UHF quando:
- Não há internet disponível
- A área é isolada ou remota
- É necessário controle total da base
Use RTK NTRIP quando:
- Há cobertura de internet
- Busca maior produtividade
- Deseja operar com apenas um receptor (rover)
Na prática, ambas as técnicas entregam precisão centimétrica.
A diferença está na forma de transmissão das correções e na operação em campo.
RBMC e redes GNSS: infraestrutura essencial no Brasil
No Brasil, o IBGE é responsável pela Rede Brasileira de Monitoramento Contínuo dos Sistemas GNSS (RBMC-IP).
Essa rede é composta por estações GNSS de referência que permitem o uso de correções via NTRIP, viabilizando o RTK sem base própria.
Além disso, existem redes privadas que ampliam essa infraestrutura.
Evolução do RTK: redes NTRIP e maior produtividade
Com a evolução das redes GNSS, o uso de NTRIP passou a incorporar o conceito de Network RTK (NRTK).
Nesse modelo:
- Múltiplas estações de referência são utilizadas
- Os erros são modelados em rede
- O rover recebe correções mais robustas
Um exemplo prático dessa evolução é o RoverConnect, rede NTRIP da CPE Tecnologia.
Na prática, isso permite:
- Eliminar a necessidade de base física em muitos cenários
- Reduzir limitações de alcance (comuns no rádio UHF)
- Aumentar a produtividade em campo
Sobre a CPE Tecnologia
A CPE Tecnologia atua desde 1974 no mercado de geotecnologia, sendo referência nacional em soluções para topografia, agrimensura e engenharia.
A empresa é distribuidora exclusiva no Brasil de grandes fabricantes globais e oferece um portfólio completo:
Principais soluções:
- Receptores GNSS RTK
- Estações totais
- Drones e VANTs para mapeamento
- Laser scanners 3D (terrestres e aéreos)
- Softwares técnicos e acessórios
Serviços especializados:
- Locação de equipamentos
- Assistência técnica autorizada
- Treinamentos práticos e suporte especializado
Com presença em diversos estados e cobertura nacional, a CPE garante suporte técnico de alto nível, com equipes treinadas diretamente pelos fabricantes.
Conclusão
As técnicas de posicionamento GNSS RTK UHF e NTRIP são fundamentais para levantamentos de alta precisão.
Enquanto o RTK UHF oferece independência de comunicação, o RTK NTRIP representa uma evolução operacional, com mais flexibilidade e produtividade.
A escolha ideal depende das condições de campo, mas entender essas tecnologias é essencial para tomadas de decisão mais eficientes e seguras.
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FAQ – Perguntas frequentes sobre técnicas de posicionamento GNSS
A principal diferença está no meio de transmissão das correções: o RTK UHF utiliza rádio, enquanto o NTRIP utiliza conexão com a internet.
O NTRIP tende a ter maior alcance, pois depende da internet. Já o UHF é limitado pela potência do rádio e obstáculos no terreno.
Não. O NTRIP depende de conexão com a internet para receber correções em tempo real.
O RTK UHF é ideal em áreas sem cobertura de internet, como regiões rurais ou locais remotos.
Sim. A RBMC fornece correções GNSS via NTRIP, permitindo posicionamento preciso sem necessidade de base própria.
Ambas podem oferecer precisão centimétrica. A diferença está na estabilidade da comunicação, não na qualidade do posicionamento em si.
Não necessariamente. É possível utilizar redes GNSS (como RBMC ou redes privadas) sem montar uma base própria.


