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6 dicas para empresas otimizarem o serviço de georreferenciamento

Escrito por CPE Tecnologia

O Georreferenciamento de Imóveis Rurais (GIR) é um conjunto de processos bastante abrangente. Isso faz com que as empresas que atuam no setor tenham que desenvolver estratégias para otimizar suas práticas constantemente. Afinal, é preciso garantir qualidade e rapidez para se destacar em um mercado tão concorrido.

Entretanto, algumas dúvidas costumam surgir, já que a atividade é um tanto complexa e burocrática. Afinal, o que as empresas de georreferenciamento podem fazer para otimizar esses processos?

Pensando nisso, criamos este post, com seis dicas essenciais que vão ajudá-lo nessa tarefa. Confira!

1. Mantenha-se atualizado quanto às normas e manuais técnicos

No serviço de georreferenciamento, é preciso dar atenção especial a alguns processos, como a análise dos documentos, o levantamento topográfico, entre outros. Consequentemente, isso envolve uma série de conhecimentos técnicos que não podem ser ignorados. Porém, só o hábito de manter-se atualizado pode garantir a qualidade na execução.

O Incra, responsável pela certificação do perímetro apontado, exige o cumprimento de uma série de normas previstas em lei. E assim como em qualquer outra área que envolva processos legais, o serviço de georreferenciamento tem como parâmetro legislações sujeitas a alteração.

Por isso, revisitar constantemente a 3° edição da norma técnica para georreferenciamento de imóveis rurais, o manual técnico de posicionamento e o manual técnico de limites é a melhor forma não só de garantir a legitimação do serviço, como também de evitar atrasos e retrabalhos desnecessários. 

Um profissional eficiente é aquele que domina profundamente sua área de atuação — e isso exige tempo de estudo.

2. Faça um estudo prévio da documentação

O levantamento dos documentos necessários é o primeiro passo para garantir o andamento ininterrupto do processo. A falta de certos itens na hora de realizar o cadastro no Sistema de Gestão Fundiária (Sigef), do Incra, ou ao registrar o imóvel pode custar tempo e dinheiro. Por isso, reúna os documentos necessários e faça uma análise sobre a validade de todos eles.

Assim que o contrato de serviço for fechado, é importante receber em mãos:

  • a matrícula e/ou título de posse;

  • a certidão negativa de débitos de imóveis rurais (ITR);

  • o Certificado de Cadastro de Imóvel Rural (CCIR);

  • um documento pessoal do proprietário (RG ou CNH).

Por mais que muita gente saiba da necessidade desses itens, é comum que eles não sejam avaliados com cuidado para garantir sua validade. Por isso, faça um estudo cuidadoso da documentação da propriedade e de seus confrontantes.

Confira, inclusive, se a propriedade confrontante já tem certificação no Sigef. Isso pode ser feito por meio da plataforma I3GEO, do Incra.

3. Faça uma vistoria da área a ser levantada

Certos procedimentos de checagem são fundamentais para garantir agilidade no processo. Da mesma forma que, ao receber os documentos, é preciso analisá-los, a propriedade em questão deve ser vistoriada, para que seus limites sejam confirmados.

Não se trata de desconfiar do cliente, mas de assegurar que as Normas Técnicas para Georreferenciamento definidas pelo Incra estejam sendo seguidas fielmente. Além disso, é comum que surjam algumas dúvidas na determinação exata da localização dos vértices que delimitam uma propriedade.

Isso só pode ser resolvido com a presença de um profissional capacitado e com equipamentos específicos. Afinal, a delimitação exata é fundamental para que o georreferenciamento atinja seu objetivo.

4. Planeje a vistoria antes de executá-la

Um bom planejamento de campo pode economizar muito tempo e dinheiro. Na prática, estamos falando de conhecer previamente a propriedade que será georreferenciada. Imagens de satélite disponibilizadas por aplicativos (como o Google Earth), por exemplo, são indispensáveis.

Essas informações ajudam a identificar o melhor local para instalar a base de onde partirá o levantamento. Se já houver uma certificação da propriedade confrontante no Sigef, por exemplo, você pode se basear nos vértices já certificados.

Porém, é importante levar em conta as informações contidas na matrícula e a opinião do proprietário antes de iniciar os trabalhos.

5. Utilize o que há de melhor em tecnologia

Adotar equipamentos e procedimentos que atendam aos requisitos da norma é fundamental. A tecnologia vem avançando, oferecendo novas soluções cada vez mais eficientes para otimizar o serviço de georreferenciamento. Por isso, investir em equipamentos de qualidade pode te dar um diferencial frente a concorrência.

Com o desenvolvimento de receptores exclusivamente desenvolvidos para essa finalidade, o setor ganhou muito em desempenho. Os dados coletados economizam muito tempo — tanto no campo, quanto no escritório. Isso significa um aumento significativo no faturamento.

O equipamento mais indicado é o GNSS com tecnologia RTK. Esse receptor se popularizou bastante nos últimos anos, graças à sua capacidade de integrar diferentes conjuntos de satélites para dar mais precisão à obtenção de coordenadas. E os benefícios não param por aí.

O GNSS com RTK permite o levantamento de dados em tempo real, com baixo custo e correção dos efeitos da ionosfera — inclusive em áreas urbanas, cercadas de edificações. O processo se torna muito mais ágil e confiável, evitando que o georreferenciamento tenha que ser refeito devido a falhas no levantamento de informações.

Entretanto, para garantir que a tecnologia faça valer seu investimento, é crucial se lembrar de um último detalhe.

6. Tenha cuidado na análise de dados

O processamento de dados deve ser feito com bastante cuidado. Não se trata apenas de levantar as informações necessárias para finalizar o serviço, mas apresentar um relatório completo do que foi realizado. Assim, você garante a otimização de uma etapa que te poupará, no futuro, horas em frente ao computador elaborando mapas, planilhas etc.

Alguns softwares oferecem a função de gerar planilhas “ods”. A interface costuma ser simples e visa facilitar a vida do usuário. Aqui, vale o mesmo lembrete dado anteriormente: faça uma análise cuidadosa de suas ferramentas e certifique-se de que elas atendam às normas de georreferenciamento do Incra.

Com planejamento prévio e cuidado na hora da escolha, é possível contar com ferramentas extremamente eficientes para otimizar cada um dos processos. Assim, você pode focar o seu tempo em questões que exigem atenção especial, como a coleta das assinaturas dos confrontantes e a solicitação da certificação no Sigef.

Como você pode ver, são ações simples, mas que podem economizar muito tempo. Empresas de georreferenciamento que se atualizam com frequência, tanto com capacitação técnica, quanto tecnologicamente, tendem a conquistar um mercado cada vez mais amplo!

Faça já uma análise em seus processos e veja como sua produtividade pode ser maior!

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